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segunda-feira, 15 de maio de 2017

ORTOGRAFIA

A ortografia é a parte da língua responsável pela grafia correta das palavras. Essa grafia baseia-se no padrão culto da língua.

O fonema S:

Escreve se com S: as palavras substantivas derivadas de verbos com radicais em nd, rg, rt, pel, corr, e sent: pretender - pretensão / Expandir - expansão / ascender - ascensão / inverter - inversão / aspergir - aspersão / submergir - submersão / divertir - diversão / impelir - impulsivo / compelir - compulsório / repelir - repulsa / recorrer - recurso / discorrer - discurso / sentir - sensível / consentir - consensual.

Algumas palavras com S: 

ânsia
cansar
consenso
espiar
espreitar
estender
estrangeiro
misto
mistura
ofensa
pretensioso
aplauso
coisa
repouso
camponês
japonês
japonesa
gasoso
gostoso
cheiroso
dengoso
horroroso
pus 
puseste
pusera
quis 
quiseste
quiser
quisera
análise
analisar
pesquisa
pesquisar
paralisia
paralisar
francês
francesa
marquês
marquesa
camponesa

Escreve-se com SS: Os nomes derivados dos verbos cujos radicais terminem em gred, ced, prim, ou com verbos terminados por tir ou meter: agredir-agressivo / imprimir-impressão / admitir-admissão / ceder-cessão / exceder-excesso / percutir-percussão / regredir-regressão / oprimir-opressão / comprometer-compromisso / submeter-submissão. 

*quando o prefixo termina com vogal que se junta com a palavra iniciada por "s". Ex.: a + simétrico-assimétrico / re + surgir-ressurgir. 

*no pretérito imperfeito simples do subjuntivo. Ex.: ficasse, falasse. 


Algumas palavras com SS:

agressão
permissão
impressão
remissão
concessão
demissão
omissão
transmissão
progressão
regressão
transgressão
retrocesso
intercessão
sucessão
acesso
acessível
acessório
apressar
apressado
assentar
assentados
compasso
fracasso
missa
missão
russo
sobressair



Escreve-se com C ou Ç: os vocábulos de origem árabe: cetim, açucena, açucar.

*os vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó, juçara, caçula, cachaça, cacique. 
*os sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uçu, uço: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço, esperança, carapuça, dentuço. 
*nomes derivados do verbo ter: abster-abstenção / deter-detenção / ater-atenção / reter-retenção. 
*após ditongos: foice, coice, traição
*palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r): marte-marciano / infrator-infração / absorto-absorção 

PALAVRAS COM   C

coice
foice
toucinho
cetim
acessível
acesso
acessório
decente
disfarce
incentivo
obcecar
vacilar
                                     
                                          
  PALAVRAS  COM   Ç

açaí
Turiaçu
beiço
exceção
açude
adereço
alça
alcançar
almaço
almoço
baço
caçar
caçula
camurça
cansaço
maciço
miçanga
torção
muçulmano
paçoca
aspiração
ricaço
respiração
pontuação
sumiço
atenção
abstenção
contenção
detenção
retenção
intenção
correção
ouço


O fonema Z: 

Escreve-se com S e não com Z:
*Os sufixos: ês, esa, esia e isa, quando o radical é substantivo, ou em gentílicos ou títulos nobiliárquicos: freguês, freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa, etc. 
*os sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese, metamorfose, 
*as formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera, quis, quiseste. 
*nomes derivados de verbos com radicais terminados em "d": aludir - alusão / decidir-decisão / empreender-empresa / difundir-difusão
*os diminutivos cujos radicais terminam com "s": Luís-Luisinho / Rosa-Rosinha / lápis-lapisinho 
*após ditongos: coisa, pausa, pouso
*em verbos derivados de nomes cujo radical termina com "s": anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar-pesquisar 



Escreve-se com Z e não com S: 

*os sufixos gregos: "ez" e "eza" das palavras derivadas de adjetivo: macio-maciez / rico-riqueza
*os sufixos "izar" (desde que o radical da palavra de origem não termine com s: pé + inho-pezinho / café + al-cafezal # lápis + inho - lapisinho. 



PALAVRAS  COM    Z


acidez
altivez
certeza
incerteza
embriaguez
limpeza
canzarrão
homenzarrão
avezinha
rapazote
atriz
embaixatriz
imperatriz
aterrorizar
atualizar
economizar
fiscalizar
zebra
zona
zoo
zoológico
zoologia
zumbi
beleza
fraqueza
magreza
mesquinhez
pequenez
timidez
concretizar
legalizar
moralizar
amenizar
anelzinho 
cafezinho
pezinho
nozinho




O fonema J: 

Escreve-se com G e não com J:
*as palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa, gesso. 
*estrangeirismo cuja letra G é originária: sargente, gim. 
*as terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com poucas exceções): imagem, vertigem, penugem, bege, foge. 

Observação: exceção: pajem

*as terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio, litígio, relógio, refúgio.
*os verbos terminados em ger e gir: eleger, mugir.
*depois da letra "r" com poucas exceções: emergir, surgir. 
*depois da letra "a", desde que não seja radical terminado com j: ágil, agente. 




Escreve-se com J:

*as palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje. 
*as palavras de origem árabe, africana ou exótica: jiboia, manjerona. 
*as palavras terminada com aje: aje, ultraje.



Fonema CH:

Escreve com x:
*as palavras de origem tupi, africana ou exótica: abacaxi, muxoxo, xucro. 
*as palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (j): xampu, lagartixa. 
*depois de ditongo: frouxo, feixe.
*depois de "en": enxurrada, enxoval. 

Observação: exceção: quando a palavra de origem não derive de outra iniciada com ch - cheiro - (enchente)



Escreve com CH: 
*as palavras de origem estrangeira: chave, chumbo, chassi, mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha. 





Fonte: http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/ortografia











sábado, 19 de setembro de 2015

Interpretação de textos



Texto
Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finalidade a identificação de um  leitor autônomo. Portanto, o candidato deve compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica, além de necessitar de um bom léxico internalizado.
As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto em que estão inseridas. Torna-se, assim, necessário sempre fazer um confronto entre todas as partes que compõem o texto.
Além disso, é fundamental apreender as informações apresentadas por trás do texto e as
inferências a que ele remete. Este procedimento justifica-se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor diante de uma temática qualquer.
Denotação e Conotação
Sabe-se que não há associação necessária entre significante (expressão gráfica, palavra) e significado, por esta ligação representar uma convenção. É baseado neste conceito de signo lingüístico (significante + significado) que se constroem as noções de denotação e conotação.
O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicionários, o chamado sentido verdadeiro, real. Já o uso conotativo das palavras é a atribuição de um sentido figurado, fantasioso e que, para sua compreensão, depende do contexto. Sendo assim, estabelece-se, numa determinada construção frasal, uma nova relação entre significante e significado.
Os textos literários exploram bastante as construções de base conotativa, numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e provocar reações diferenciadas em seus leitores.
Ainda com base no signo lingüístico, encontra-se o conceito de polissemia (que tem muitas significações).
Algumas palavras, dependendo do contexto, assumem múltiplos significados, como, por exemplo, a palavra ponto: ponto de ônibus, ponto de vista, ponto final, ponto de cruz ... Neste caso, não se está atribuindo um sentido fantasioso à palavra ponto, e sim ampliando sua significação através de expressões que lhe completem e esclareçam o sentido.
Como Ler e Entender Bem um Texto
Basicamente, deve-se alcançar a dois níveis de leitura: a informativa e de reconhecimento e a interpretativa. A primeira deve ser feita de maneira cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. Desta leitura, extraem-se informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se o próximo nível de leitura. Durante a interpretação propriamente dita, cabe destacar palavras-chave, passagens importantes, bem como usar uma palavra para resumir a idéia central de cada parágrafo. Este tipo de procedimento aguça a memória visual, favorecendo o entendimento.
Não se pode desconsiderar que, embora a interpretação seja subjetiva, há limites. A preocupação deve ser a captação da essência do texto, a fim de responder às interpretações que a banca considerou como pertinentes.
No caso de textos literários, é preciso conhecer a ligação daquele texto com outras formas de cultura, outros textos e manifestações de arte da época em que o autor viveu. Se não houver esta visão global dos momentos literários e dos escritores, a interpretação pode ficar comprometida. Aqui não se podem dispensar as dicas que aparecem na referência bibliográfica da fonte e na identificação do autor.
A última fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções de resposta. Aqui são fundamentais marcações de palavras como não, exceto, errada, respectivamente etc. que fazem  diferença na escolha adequada. Muitas vezes, em interpretação, trabalha-se com o conceito do "mais adequado", isto é, o que responde melhor ao questionamento proposto. Por isso, uma resposta pode estar certa para responder à pergunta, mas não ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por haver uma outra alternativa mais completa.

Ainda cabe ressaltar que algumas questões apresentam um fragmento do texto transcrito para ser a base de análise. Nunca deixe de retornar ao texto, mesmo que aparentemente pareça ser perda de tempo. A descontextualização de palavras ou frases, certas vezes, são também um recurso para instaurar a dúvida no candidato. Leia a frase anterior e a posterior para ter idéia do sentido global proposto pelo autor, desta maneira a resposta será mais consciente e segura.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Classes Gramaticais

A primeira gramática do ocidente foi de autoria de Dionísio de Trácia, que identificava oito partes do discurso: nome, verbo, particípio, artigo, preposição, pronome, advérbio e conjunção. Atualmente, são reconhecidas dez classes gramaticais pela maioria dos gramáticos: substantivo, adjetivo, advérbio, verbo, conjunção, interjeição, preposição, artigo, numeral e pronome.
Como podemos observar, houve alterações ao longo do tempo quanto às classes de palavras. Isso acontece porque a nossa língua é viva, e portanto vem sendo alterada pelos seus falantes o tempo todo, ou seja, nós somos os responsáveis por estas mudanças que já ocorreram e pelas que ainda vão ocorrer. Classificar uma palavra não é fácil, mas atualmente todas as palavras da língua portuguesa estão incluídas dentro de uma das dez classes gramaticais dependendo das suas características. A parte da gramática que estuda as classes de palavras é a MORFOLOGIA  (morfo = forma, logia = estudo), ou seja, o estudo da forma. Na morfologia, portanto, não estudamos as relações entre as palavras, o contexto em que são empregadas, ou outros fatores que podem influenciá-la, mas somente a forma da palavra.
Há  discordância entre os gramáticos quanto a algumas definições ou características das classes gramaticais, mas podemos destacar as principais características de cada classe de palavras:
SUBSTANTIVO – é dita a classe que dá nome aos seres, mas não nomeia somente seres, como também sentimentos, estados de espírito, sensações, conceitos filosóficos ou políticos, etc.
Exemplo: Democracia, Andréia, Deus, cadeira, amor, sabor, carinho, etc.
ARTIGO – classe que abriga palavras que servem para determinar ou indeterminar os substantivos, antecedendo-os.
Exemplo: o, a, os, as, um, uma, uns, umas.
ADJETIVO – classe das características, qualidades. Os adjetivos servem para dar características aos substantivos.
Exemplo: querido, limpo, horroroso, quente, sábio, triste, amarelo, etc.
PRONOME – Palavra que pode acompanhar ou substituir um nome (substantivo) e que determina a pessoa do discurso.
Exemplo: eu, nossa, aquilo, esta, nós, mim, te, eles, etc.
VERBO – palavras que expressam ações ou estados se encontram nesta classe gramatical.
Exemplo: fazer, ser, andar, partir, impor, etc.
ADVÉRBIO – palavras que se associam a verbos, adjetivos ou outros advérbios, modificando-os.
Exemplo: não, muito, constantemente, sempre, etc.
NUMERAL – como o nome diz, expressam quantidades, frações, múltiplos, ordem.
Exemplo: primeiro, vinte, metade, triplo, etc.
PREPOSIÇÃO – Servem para ligar uma palavra à outra, estabelecendo relações entre elas.
Exemplo: em, de, para, por, etc.
CONJUNÇÃO – São palavras que ligam orações, estabelecendo entre elas relações de coordenação ou subordinação.
Exemplo: porém, e, contudo, portanto, mas, que, etc.
INTERJEIÇÃO – Contesta-se que esta seja uma classe gramatical como as demais, pois algumas de suas palavras podem ter valor de uma frase. Mesmo assim, podemos definir as interjeições como palavras ou expressões que evocam emoções, estados de espírito.
Exemplo: Nossa! Ave Maria! Uau! Que pena! Oh!


Fonte:
DUARTE, Paulo Mosânio Teixeira. Classes e categorias em português. 2. ed. rev. E ampl. / Paulo Mosânio Teixeira Duarte e Maria Claudete Lima. – Fortaleza: Editora UFC, 2003.


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